SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 26 de maio de 2015

A SANTA MISSA - 50ª LIÇÃO

- QUE É A MISSA?
- É O SACRIFÍCIO INCRUENTO DO CORPO E DO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, OFERECIDO SOBRE NOSSOS ALTARES, DEBAIXO DAS APARÊNCIAS DE PÃO E DE VINHO, EM MEMÓRIA DO SACRIFÍCIO DA CRUZ.

- QUEM CELEBROU A PRIMEIRA MISSA?
- JESUS, NA QUINTA-FEIRA SANTA. FOI O DIA EM QUE ELE INSTITUIU A EUCARISTIA.

  


A Missa é um sacrifício. Já nos tempos antigos os homens compreendiam que tudo quanto tinham era de Deus. Queriam honrar a Deus como dono de todos os seus bens. Por isso, destruíam alguma coisa sua: frutas, animais ou outra coisa, e assim reconheciam que aquilo não lhes pertencia, mas sim a Deus.
   Aquela oferta feita a Deus para   honrá-Lo como supremo Senhor de tudo quanto é nosso, chama-se sacrifício.
   Abel ofereceu um cordeiro do seu rebanho. Abel matou  e queimou o cordeiro. O cordeiro não servia mais a Abel. Abel, assim queria dizer com isso a Deus: Senhor, não é meu aquele cordeiro, é vosso. Ele venerava a Deus como o Senhor de todos os bens, destruindo alguns de desses bens. Por outras palavras: Abel oferecia a Deus um sacrifício.
   Um sacrifício é a oferta de uma coisa visível, feita a Deus pela destruição daquela coisa para reconhecer a Deus como nosso Supremo Senhor e dono de todos os nossos bens.
   Deus aceitava os sacrifícios de Abel e de outros homens bons por causa da boa vontade que tinham. Mas o valor daqueles sacrifícios era pequeno e não chegava para pagar os pecados dos homens, pois o pecado é um mal infinito, uma ofensa infinita contra Deus. Por isso, para pagar a grande dívida dos pecadores, era preciso um sacrifício de valor infinito. Jesus ofereceu na Cruz esse sacrifício de valor infinito.
   Abel matou um cordeiro, e assim ofereceu a Deus o corpo e o sangue do cordeiro. Jesus deixou-se matar e assim ofereceu a Deus seu próprio Corpo e Sangue.
   O Corpo e Sangue de Jesus tem um valor infinito, pois Jesus é Deus. Por isso, o sacrifício da Cruz tinha um valor infinito e pagou a grande dívida do pecado original e dos outros pecados dos homens.
 


A Missa é o mesmo sacrifício que o da Cruz. O sacrifício da Cruz é um sacrifício cruento do Corpo e Sangue de Jesus. Na Cruz Jesus derramou o Seu Sangue, ou seja, foi um sacrifício cruento(=com derramamento de sangue). O sacrifício da Missa é um sacrifício incruento do Corpo e do Sangue de Jesus. A morte de Jesus na Missa está só nas palavras e nas aparências: na realidade não se derrama na Missa o sangue   do Senhor. A Missa é um sacrifício incruento, ou seja, sem derramamento de sangue.
   Assim se representa a separação do Corpo e do Sangue de Jesus na Cruz. Na Missa, o Corpo de Jesus não se separa realmente do seu Sangue. Se fosse assim, Jesus morreria outra vez e haveria um novo sacrifício. Não há um novo sacrifício na Missa; há o mesmo sacrifício que foi oferecido na Cruz. A separação é só nas palavras e nas aparências, que representam a separação mística. Como depois da consagração não há pão, mas só aparências reais de pão, assim na Missa não há morte de Jesus, mas só aparência reais da morte, que representam a morte real de Jesus na Cruz.
   Por isso, a Missa não é só uma representação, como numa imagem, ou num teatro se representa a morte de Jesus. Na Missa há mais: o mesmo Jesus , que se sacrificou na Cruz, sacrifica-se também na Missa. Jesus está debaixo de diferentes aparências por diferentes palavras.
   Jesus vem inteiro com seu Corpo e Sangue; porém, por palavras reais e separadas, debaixo de aparências reais e separadas. Esta separação do Corpo e Sangue chama-se separação mística do Corpo e Sangue, a morte mística de Jesus. Na Cruz a morte de Jesus, pela separação do Corpo e Sangue, é puramente real: o Sangue saiu do Corpo e derramou-se.
   Numa imagem de Jesus Crucificado, a morte, pela separação do Corpo e Sangue, é puramente imaginária: não há corpo, nem sangue, nem palavras, nem aparências separadas: a cor, a figura, e tudo é das tintas e do papel e não tem nada com Jesus a não ser a semelhança da imagem.
   Na Missa não há separação do Corpo e Sangue puramente real, como na Cruz. Mas há mais que a morte imaginária, como numa pintura. Pois há verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Jesus e estes se vestiram das aparências reais da separação e morte por palavras de separação e morte. Os sacrifícios tem de ser percebidos pelos sentidos. Mas o Corpo e Sangue de Jesus na Missa não se percebe: percebem-se as aparências e a palavra. É , portanto, só nas aparências e nas palavras que há de haver morte, a separação do Corpo e do Sangue.

A COMUNHÃO - I - 47ª - LIÇÃO

- QUE É COMUNGAR?
- COMUNGAR É RECEBER A HÓSTIA CONSAGRADA.

- QUEM ESTÁ NA HÓSTIA CONSAGRADA?
- ESTÁ JESUS CRISTO TODO INTEIRO, CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE COMO ESTÁ NO CÉU.

   O profeta Elias tinha feito um grande milagre para provar que há um só Deus. O rei Acab ficou muito amedrontado com este milagre. Mas a rainha Jezabel, aquela mulher ruim, quis matar o profeta. Elias, então, fugiu para longe... para muito longe... e chegou ao deserto. Ali não havia o que comer nem beber. Depois de andar um dia no deserto, o profeta, cansado, morrendo de fome e sede, sentou-se ao pé de uma árvore e esperou a morte. Mas um anjo o tocou e disse: Levanta-te e come. O profeta olhou e viu perto de sua cabeça um pão e um vaso com água. Elias levantou-se, comeu, e este pão dos anjos deu força milagrosa. O prefeta andou quarenta dias até à montanha Horeb.
   A comida que todos os dias tomamos para alimento do nosso corpo é agradável ao paladar.
   Este profeta tinha fome, e foi uma satisfação comer aquele pão. O alimento dá gosto ao nosso paladar.
   A santa Comunhão é o alimento da nossa alma. A santa Comunhão dá gosto e consolação à nossa alma.
   A comida que tomamos para o nosso corpo, também dá força ao nosso corpo.
   O profeta Elias já quese não podia andar, porque não se tinha alimentado. Mas com este pão ficou mais forte. Quando durante alguns dias não comemos, vamos ficando cada vez mais fracos e enfim morreremos. O alimento, a comida dá força ao nosso corpo.
   A santa Comunhão é o alimento das nossas almas. A santa Comunhão dá força às nossas almas.
   A comida que todo o dia tomamos para nosso corpo, une-se com o nosso corpo e, unindo-se, produz aquela força e aquela satisfação. A Comunhão é o alimento da nossa alma. Jesus no Santíssimo Sacramento une-se à nossa alma e por esta união nos dá força e consolação.
   Quando uma mulher vai fazer pão, ajunta à farinha um pouco de fermento. Aquele pouco de fermento faz melhorar a pão. Assim, quando o Santíssimo Sacramento se une à nossa alma, torna toda a nossa alma melhor por essa união. Quando o sol brilha numa nuvem, toda a nuvem fica luminosa. Assim quando, pela santa Comunhão, Jesus brilha na alma, toda a nossa alma torna-se luminosa, isto é, bela pelo aumento da graça santificante, mais inteligente pelo aumento da fé.
   São Tomé viu que Jesus tinha ressuscitado e, só depois de ver, creu e adorou a seu Senhor. Jesus não quer isto. Jesus repreendeu a Tomé: "Tu creste , Tomé, porque viste, bem-aventurados os que não viram e creram".
   Nosso Senhor quer que creiamos, sem primeiro ver, só nas suas palavras. Por isso Jesus disse que o Santíssimo Sacramento é o Seu Corpo e Sangue, mas não deixa aparecer o seu Corpo e Sangue. O que aparece no Santíssimo Sacramento, - a cor, a figura, o peso, o sabor, tudo isto é do pão. Na consagração, pelo poder de Jesus, a mesma substância do pão é transformada na substância do Corpo de Jesus. A própria substância do pão não está mais no altar depois da consagração.
   Só ficam as aparências. As aparências duma coisa são a cor, a figura, o sabor, o som. o peso, e tudo quanto faz perceber aquela coisa pelos sentidos. As aparências do pão que o padre leva ao altar são, por exemplo: a cor branca, a forma redonda. o sabor de pão sem fermento e sem sal. Na Consagração o pão mesmo, a coisa mesma do pão, muda-se no Corpo de Jesus Cristo, mas Deus guarda a cor branca, a forma redonda, o sabor de pão.
   Deus conserva as aparências e debaixo daquelas aparências vem Jesus Cristo. Por isso parece ainda um pedacinho de pão, porque os nossos olhos vêem a mesma cor de pão, a mesma forma redonda; os nossos ouvidos ouvem o mesmo som, quando se quebra a hóstia; o nosso paladar sente o mesmo sabor do pão sem fermento e sem sal. São as aparências que pelo poder de Deus, ficam na existência sem a coisa mesma do pão.
   A coisa mesma do pão não está mais ali: foi transformada no Corpo de Jesus Cristo com Seu Sangue, com a Sua alma e com a Sua Divindade. Normalmente é a coisa mesma do pão que sustenta as aparências. O que esta substância do pão pode(ou seja: sustentar as aparências) Jesus também o pode: Jesus sustenta as aparências do pão.
   Pela força das palavras da Consagração, só o Corpo de Jesus está debaixo das aparências do pão. Mas o Sangue e a Alma naturalmente acompanham o Corpo, porque Jesus está na Eucaristia vivo, já não morre mais. O seu Sangue e Alma não se separam mais do seu Corpo.
   Assim também debaixo das aparências do vinho, pela força das palavras, está só o Sangue do Senhor. Mas o Corpo e a Alma naturalmente acompanham o Sangue, porque Jesus está vivo, já não morre mais. O Sangue e a Alma não se separam mais do seu Corpo.
   Também a natureza divina de Jesus, a Divindade, nunca se separa nem do Corpo, nem do Sangue e está também no Santíssimo Sacramento.
    Os nossos olhos, que só conhecem as coisas por suas aparências, por sua cor e figura, podem enganar-se, se a nossa fé não está firme. Os nossos olhos parecem dizer: "É pão". Jesus Cristo diz: "É o meu Corpo". Em quem creremos? É claro, creremos em Jesus Cristo, que sabe tudo e não pode enganar, nem mentir."Bem-aventurados os que não viram, e creram".

A COMUNHÃO - II - 48ª LIÇÃO

- QUEM CONSAGRA A HÓSTIA?
- É O PADRE, NA MISSA.

- ELE CONSAGRA SÓ A HÓSTIA?
- NÃO, CONSAGRA TAMBÉM O VINHO.

- QUEM DEU ESTE PODER AO PADRE DE MUDAR O PÃO NO CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS  CRISTO?
- FOI O PRÓPRIO JESUS CRISTO.

- QUANDO?
- NA ÚLTIMA CEIA, ISTO É, NA ÚLTIMA VEZ QUE ELE COMEU COM OS SEUS APÓSTOLOS, ANTES DE MORRER NA CRUZ. NA QUINTA-FEIRA SANTA.

 


Jesus sabia que ia morrer na Sexta-feira Santa. Na véspera daquele dia, na noite de quinta-feira, fez uma ceia solene com os Apóstolos. Depois de acabada a ceia, havia ainda na mesa pão e um cálice com vinho. Jesus tomou o pão em suas sagradas mãos, benzeu-o , deu graças a Deus, partiu-o, deu-o a seus Apóstolos e disse: "Tomai e comei: isto é o meu corpo". Neste momento, Jesus por seu poder infinito, mudou o pão no seu corpo. Não era mais pão, mas o Corpo de Jesus Cristo.
   Da mesma maneira, Jesus tomou o cálice nas suas sagradas mãos, deu graças a seu Pai, entregou o cálice aos Apóstolos e disse: "Tomai e bebei, este é meu sangue". Não havia mais vinho no cálice, mas o sangue de Jesus Cristo.
   Deus com uma só palavra, pode fazer o que quer. Tudo o que Deus diz, logo é. O que Deus diz, logo principia ser, logo se realiza, logo se verifica, logo se cumpre.
   Depois de mudar o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue, Jesus disse aos Apóstolos: "Fazei isto em memória de mim". Para se lembrar de Jesus e principalmente para que comemorassem a morte de Jesus, os Apóstolos deviam fazer o mesmo que Jesus tinha feito: pois Jesus disse: "Fazei isto". Que tinha feito Jesus? Jesus tinha mudado o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue. Jesus mandou aos Apóstolos mudar também o pão e vinho no Corpo e Sangue de Jesus. Jesus deu aos Apóstolos e aos seus sucessores no sacerdócio o poder de mudar pão e vinho no seu Corpo e Sangue. Os sucessores dos Apóstolos no governo da Igreja são os Bispos. Os sucessores dos Apóstolos no sacerdócio são todos os padres. A todos os padres o Bispo entrega-lhes no sacramento da Ordem um cálice com vinho e um pedacinho de pão, dizendo: "Recebe o poder de mudar o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo".
   Jesus encarregou os sacerdotes de dizerem em seu nome: "Isto é o meu Corpo". Estas palavras do padre têm o mesmo efeito como se Jesus as dissesse. Por estas palavras o pão e o vinho mudam-se no Corpo e Sangue de Jesus Cristo.
   É na Missa que os sucessores dos Apóstolos no sacerdócio, os padres, mudam o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. O padre leva para o altar uma hóstia, isto é, um pedacinho redondo de pão sem fermento, como Jesus na última ceia. O padre leva também para o altar um cálice, que, ao menos por dentro deve ser dourado. Neste cálice, o padre deposita vinho puro de uva.
   No meio da Missa, no momento da Consagração, o padre faz o que Jesus fez na última ceia: o padre toma o pão nas mãos, abençoa-o, dá graças a Deus, parte-o (antes de sua comunhão) e diz: "Tomai e comei, isto é o meu Corpo". O padre não diz: Isto é o Corpo de Jesus", mas; "Isto é o meu Corpo", porque o padre fala em nome de Jesus. Neste momento o poder infinito de Jesus muda o pão no seu Corpo, como na última Ceia. Não há mais pão no altar, mas o Corpo de Jesus Cristo. Por isso o padre logo se ajoelha; pois Jesus está no altar. Depois o padre levanta a Hóstia, que é Jesus Cristo, para o povo adorar a Nosso Senhor.
   Em seguida o padre toma o cálice com vinho, abençoa-o, dá graças a Deus e diz: "Tomai e bebei, este é o meu Sangue. Neste momento, Jesus, por seu infinito poder, muda o vinho no seu Sangue. Não há mais vinho no cálice, mas o Sangue de Jesus Cristo unido ao seu Corpo, à sua alma e à sua Divindade. Por isso o padre logo se ajoelha e levanta o cálice para que o povo adore o preciosíssimo Sangue.
   Essa maravilhosa mudança ou conversão de toda a substância do pão no Corpo e de toda a substância do vinho no Sangue de Jesus Cristo, chama-se: TRANSUBSTANCIAÇÃO.

A COMUNHÃO - III - 49ª LIÇÃO

- QUE É NECESSÁRIO PARA COMUNGAR?
- TRÊS COISAS: 1ª  - ESTAR SEM PECADO;  2ª - ESTAR SEM COMER NEM BEBER NADA DURANTE UMA HORA ANTES DA COMUNHÃO (PODE-SE BEBER ÁGUA PURA). 3ª - TER A INTENÇÃO DE RECEBER O CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

   Antes de instituir o Santíssimo Sacramento na última ceia, Jesus lavou os pés de seus Apóstolos. Assim fez para nos dar um exemplo de humildade. Mas o lava-pés tem um sentido mais profundo. Jesus ensina também que antes de receber a Santa Comunhão a alma deve estar muito limpa.
   Lavando os pés dos Apóstolos, Jesus chegou a Pedro. Pedro disse: "Senhor, Vós me lavais os pés?" Jesus respondeu: "O que eu faço ainda não sabes. Mas o saberá depois". Mas Pedro não se conformou, e disse: "Senhor, nunca me lavareis os pés". E Jesus disse:"Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo". Então Pedro logo cedeu: "Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça".
   E Jesus explicou: "Quem está lavado não precisa senão que se lhe lavem os pés. E está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". E a Bíblia acrescenta que isto foi dito do traidor. Era a alma de Judas Iscariotes que não estava limpa: é, portanto, da limpeza da alma que Jesus fala. A comparação que Jesus usa é esta:
    Naquele país alguém se lava, muda de roupa, calça as sandálias sobre os pés nus e vai visitar um amigo. Chega lá todo limpo, só que sobre os pés, caiu alguma poeira da rua ou da estrada. Por isso, ao chegar, o amigo lhe manda um criado para lhe lavar os pés. Agora está todo limpo.
   Jesus já antes tinha lavado os Apóstolos de todos os seus pecados. Nunca mais tinham cometido pecado mortal: sua alma estava limpa. Mas alguma leve poeira de pecadinhos veniais sempre tinha caído sobre suas almas, como o pó das ruas e estradas que suja os pés. Jesus quer que, antes de comungar limpem a sua alma destes pecadinhos e cheguem à Comunhão de todo limpos. Só um, diz Jesus, não está limpo. Só Judas vai comungar com pecado mortal na alma. Chamamos a isto comunhão sacrílega, porque profana uma coisa santa: o Corpo e o Sangue do Salvador. Desonrar uma coisa santa é um grande pecado. Este pecado chama-se sacrilégio. É um sacrilégio receber o Corpo do Senhor numa alma manchada de pecado mortal.
   Jesus foi condenado à morte na noite de quinta-feira Santa. Depois levaram o Senhor para uma cadeia. Ali cuspiram-lhe no rosto, taparam-lhe os olhos  com um pano sujo, bateram-lhe no rosto. E por zombaria diziam: "Adivinha quem te bateu!
   Isso mesmo fazem todos os que recebem o Santíssimo Sacramento com pecado mortal na alma. Uma alma manchada com o pecado mortal é muito mais feia do que aquela cadeia. Quem ousará introduzir o Senhor em tal alma? Uma alma manchada pelo pecado mortal é muito mais imunda do que aquele pano e aquela saliva que cuspiram no rosto do Senhor. Quem ousa juntar uma coisa tão suja ao Corpo e Sangue Puríssimo de Jesus?
   Nós, antes da Comunhão, faremos o que os outros Apóstolos fizeram. Quando Jesus falou do traidor, cada um ficou com medo de que fosse ele. Um por um os Apóstolos foram perguntando a Jesus: "Senhor sou eu?"
   Isso, sim. Antes da Comunhão, ajoelhamo-nos em presença de Jesus e perguntamos: "Senhor, sou eu o traidor? Tenho eu um pecado mortal, não confessado? Ajudai-me , Senhor, para confessar tudo, e limpar tudo". Então faremos uma confissão bem feita antes de receber a santa Comunhão. Queremos fazer a nossa alma tão limpa como a toalha branca, em que, na Missa, o padre põe o Santíssimo Sacramento. Queremos fazer a nossa alma tão limpa como o ouro puro do cibório onde se guarda o Santíssimo Sacramento e como a seda branca que cobre a âmbula.
   Quem receber o Corpo do Senhor indignamente, come a sua condenação, porque não respeita o Corpo do Senhor.
   Para receber a santa Comunhão devemos também  estar em jejum desde uma hora antes de comungar. Água pura não quebra o jejum.
   Mas não devemos estar contentes só com estar limpos de pecado mortal e em jejum. Queremos prepararmos mais. Queremos ter uma intenção pura e sincera. Não procuramos a santa Comunhão por costume, vaidade ou porque outros vão. Recebemos o Santíssimo Sacramento para nos unirmos mais intimamente com Jesus e recebermos por esta união a força e consolação.
   Fazemos então atos de fé, esperança, humildade, amor e desejo de receber Nosso Senhor. Estes atos estão no catecismo e nos livrinhos de oração na preparação à santa Comunhão. Antes de fazermos a Comunhão convém estarmos um quarto de hora ou nunca menos de dez minutos na igreja, ajoelhados para nos preparar. E depois da santa Comunhão ficamos o mesmo tempo para a ação de graças.

domingo, 24 de maio de 2015

AS INICIATIVAS DO ESPÍRITO SANTO

   "Se bem que a nossa alma seja sobrenaturalizada pela graça santificante, as nossas potências sejam revestidas pelas virtudes infusas e as nossas ações sejam prevenidas e acompanhadas pela graça atual, todavia o nosso agir, quanto ao modo, permanece sempre humano, por isso mesmo incapaz de nos unir perfeitamente a Deus e de nos levar à santidade. De fato a nossa inteligência, ainda que revestida pela virtude da fé, é sempre inadequada ao Ser infinito, é sempre incapaz de no-Lo representar tal qual Ele é. Mesmo seguindo os dados da revelação pela qual sabemos que Deus é uno e trino, as ideias que formamos da Santíssima Trindade, das três Pessoas divinas, da perfeições de Deus, permanecem sempre abaixo da realidade. Sim, enquanto estamos sobre a terra, conhecemos Deus 'como por um espelho e em enigma' e somente no céu 'O veremos face a face' (1 Cor. 13, 12). E assim como não temos um conhecimento adequado de Deus, também não o temos da santidade: só até um certo ponto conhecemos as coisas de Deus, e assim sucede também com o caminho da perfeição. Com efeito, nem sempre sabemos discernir o que é mais perfeito e muitas vezes erramos, mesmo sem querer, supondo que é bom e santo o que na realidade não o é.

   Por outro lado, a plena união com Deus, isto é a santidade, exige uma perfeita orientação para Ele, em conformidade com o primeiro e maior preceito de Jesus: 'Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu espírito' (Mt. 22, 37); mas esta perfeita orientação excede as nossas forças, porque temos um conhecimento muito imperfeito de Deus e do caminho que a Ele conduz. Deveremos então renunciar à santidade? De maneira nenhuma! Deus que nos quer santos, dar-nos-á também o modo de o sermos: foi precisamente para esse fim que nos foi dado o Espírito Santo.'Recebereis a virtude do Espírito Santo que descerá sobre vós', disse Jesus.

   O Espírito Santo, que 'penetra ... as profundezas de Deus (1 Cor. 2, 10) e por isso conhece perfeitamente a natureza e os mistérios divinos, que penetra todas as coisas e conhece com perfeição as delicadezas e os segredos da mais elevada virtude, como também as necessidades e as deficiências das nossas almas, vem tomar-nos pela mão para nos guiar à santidade. Enquanto procedemos por nossa iniciativa, a nossa orientação para Deus é sempre imperfeita, incompleta, porque agimos de um modo humano; mas quando intervém o Espírito Santo, Ele opera como Deus, de um modo divino, atrai-nos e orienta-nos completamente para Ele. Quando somos nós a agir, devemos começar sempre pelo trabalho do pensamento e só depois passar à determinação da vontade; mas porque o nosso pensamento é tão limitado, eis que na prática ficamos sempre imensamente aquém do que deveríamos fazer por Deus. Quando, pelo contrário, intervém o Espírito Santo, Ele age diretamente sobre a vontade, atraindo-a a Si, inflama-nos o coração e, em consequência, ilumina-nos a mente. Assim nasce em nós aquele 'sentido de Deus' que não sabemos exprimir, mas que nos faz conhecer e saborear a Deus, e nos orienta para Ele mais do que qualquer outro raciocínio ou expediente nosso. Então sentimos que Deus é 'único', que todas as criaturas estão infinitamente distantes d'Ele, sentimos que Ele merece todo o nosso amor e que este é um nada em comparação com a infinita amabilidade divina; sentimos que qualquer sacrifício é sempre muito pouco para um Deus tão grande. Deste modo o Espírito Santo coloca-nos no caminho da santidade. E fá-lo, ajudando-nos a superar as dificuldades práticas: muitas vezes, por exemplo, encontramo-nos em luta com um defeito que não conseguimos vencer, com uma virtude que não conseguimos adquirir, com um problema que não sabemos resolver, mas, a certa altura, sem sabermos como, as coisas mudam; vemos então com clareza o que primeiro nos deixava duvidosos, e conseguimos fazer com facilidade o que antes nos parecia impossível. Também isto é fruto da ação do Espírito Santo na nossa alma. Eis porque as Suas iniciativas são tão preciosas para nós, e porque devemos desejá-las e implorá-las com grande confiança". (P. Gabriel de Sta M. Madalena, O. C. D. - INTIMIDADE DIVINA).

TOTAL FIDELIDADE AO DIVINO ESPÍRITO SANTO




 A terrível censura que Santo Estêvão fez aos judeus foi justamente esta: "Vocês vivem resistindo ao Divino Espírito Santo".

   Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Santa Margarida Maria sobre o perigo de quem lhe é infiel: "Tem cuidado em não deixar apagar a lâmpada (do coração), porque, se chegar a apagar-se, não mais terás fogo para a tornar a acender".

   É claro, nada de temores infundados, mas também nada de presunção. Não se deve brincar com a graça de Deus. Ela passa, e se é verdade que muitas vezes volta, nem sempre acontece assim. Se volta, e supondo que é semelhante à que foi oferecida da primeira vez, encontra já um coração enfraquecido pela tibieza e portanto menos apto para corresponder. 

   Caríssimos, uma graça desaproveitada, uma inspiração desprezada há de servir-nos de testemunho inquietador no dia do Juízo. Nosso Senhor não disse que daremos contas a Ele até de uma palavra ociosa?! Examinando a vida dos Santos constatamos que eles tremiam pensando no mal causado pela infidelidade às inspirações divinas. 

   "Eu vi, escreve Santa Teresa d'Ávila, pessoas muito elevadas cair nos laços do inimigo. Todo o inferno se liga contra elas: os demônios sabem que estas almas não se perdem sós; mas que um grande número de outras as seguem. Quantas vezes uma só alma basta para converter uma multidão".

  Ouçamos agora, Santa Ângela de Foligno: "Um dia eu estava em oração: ... e ouvi: ... Os que têm o Senhor por iluminador veem o seu caminho particular numa luz interior e espiritual. Mas alguns cerram os ouvidos com medo de ouvir, e os olhos com medo de ver. Não querendo escutar a palavra d'Aquele que lhes fala à alma, ainda que sentem por um lado o sabor divino, afastam-se, não obstante a voz interior, e seguem o caminho comum. Estes são amaldiçoados por Deus todo poderoso. Ouvi estas palavras, não uma vez só, mas mil vezes. Assaltada de uma tentação violenta, tomei este ensinamento por uma ilusão. Pois como é possível, dizia eu, que Deus esclareça uma alma com as suas luzes e a encha de seus dons, e porque segue por um caminho ordinário a amaldiçoe? Esta palavra pareceu-me terrível demais. E com horror recusei ainda mesmo escutar só a voz que falava.

   "Então, continua Santa Ângela, por comprazer com minha fraqueza, foi-me oferecido um exemplo caseiro: Um pai quer fazer de seu filho um sábio. Multiplica despesas, chama professores eminentes... Resultado: terminada a educação, o filho, sem gratidão como sem inteligência, mete-se na oficina de um artista vulgar. 

   "O filho, explica a Santa, é a alma que, esclarecida primeiro pela pregação e pela Escritura, é admitida no santuário onde retine a palavra de Deus; descobre na luz espiritual, como deve seguir pelo caminho de Cristo. Sente um toque interior, Deus, que o tinha primeiro confiado aos homens e aos livros, intervém diretamente, e mostra-lhe a luz que só Ele pode mostrar. Dá-lhe a ciência do alto, para que aquele que viu tão claramente o seu caminho se torne luz dos outros homens.

   "Mas se este predileto despreza o dom de Deus, se se encrosta, se se espessa, se repele esta luz, dá-lhe a sua maldição.

   "Recebi ordem de escrever estas palavras e mostrá-las ao Padre que me confessava, porque lhe dizem pessoalmente respeito". (Livro das Visões e Revelações). 

   Caríssimos, poderíamos dar mais exemplos. Mas meditemos estes e fortificados por eles, procuremos não forçar Deus a corrigir a sua obra e vivamos a nossa história divina tal qual Ele a concebeu. 

   Terminemos com uma citação do Cardeal Manning: "Nós não correspondemos senão a uma vintena de graças que nos vêm às centenas; ou antes, apenas contamos vinte, e só a uma correspondemos".

   Caríssimos, tomemos a resolução de, para o futuro, tomarmos todo cuidado para sermos inteiramente dóceis à inspirações do Divino Espírito Santo, Doce Hóspede e Santificador de nossas almas. Amém. 

sábado, 23 de maio de 2015

A GRAÇA - I - GRAÇA SANTIFICANTE - 45ª LIÇÃO

 
Em cima: Representação de uma alma na graça de Deus.
Em baixo: Representação de uma alma sem a graça de Deus,
ou seja, no pecado mortal. 



A graça santificante é um dom divino que nos faz filhos de Deus e dignos do céu.
   Um doutor da lei perguntou a Jesus como podia entrar no reino de Deus. Jesus respondeu: "Se alguém não nascer de novo, não pode entrar no reino de Deus". Jesus quer que recebamos uma vida nova em nossa alma. A primeira vez que nascemos, recebemos só a vida natural do corpo e da alma, aquela vida que também os pagãos têm. A vida natural da alma é a força de pensar e querer livremente. A alma de um pagão pode pensar e querer coisas boas, mas nunca pode pensar e querer de maneira tão perfeita, que por isso mereça o céu, onde veremos a Deus. Para isso precisamos de uma nova força de pensar e querer, isto é, de uma nova vida. Devemos nascer de novo, isto é, Deus há de criar em nós uma nova força de pensar e querer.
   Não temos direito algum a esta nova vida, a esta vida sobrenatural. Recebemo-la de graça. Por isso chamamos aquele dom de Deus: GRAÇA. Dizemos graça santificante porque aquela nova vida nos santifica, isto é, nos faz santos.
   A graça santificante faz-nos dignos do céu, isto é, quando morremos com a graça santificante temos o direito de entrar no céu. Quem quer viajar de navio, na entrada, deve dar o bilhete ao empregado. O viajante que tiver o bilhete pode entrar; quem não tiver não entra. A graça santificante é como um bilhete de entrada que dá direito ao céu. Quem tiver a graça santificante entra no céu. Quem não tiver a graça santificante não entra no céu. A graça santificante faz-nos dignos do céu.
   A graça santificante faz-nos filhos de Deus. Nós somos criaturas e servos de Deus, porque tudo quanto temos pertence a Deus. Mas pela graça santificante Deus nos admite como seus filhos.
   Um rei viu um menino pobre, e teve pena dele. E levou o menino para o seu palácio e o adotou como filho, isto é, deu-lhe todos os direitos, que tem o filho dum rei. O menino tornou-se filho adotivo do rei, e, quando o rei morreu, o pequeno recebeu a sua herança. Pela graça santificante nos tornamos filhos adotivos de Deus. Deus nos ama como um pai ama a seus filhos. Deus dá-nos todos os direitos de filhos. Deus não morre. Mas, quando nós morremos com a graça santificante, ele dá a sua rica herança, que é o céu. Como Deus é bom!
   A graça santificante se perde pelo pecado mortal. A alma que perdeu a graça santificante é mais feia que um corpo podre.
   Quem perdeu a graça santificante pode ganhá-la de novo pela confissão, ou pelo arrependimento perfeito junto com a vontade séria de se confessar. Quem comete uma falta grave, deve arrepender-se logo por amor de Deus e de Jesus Cristo e tomar a resolução de confessar bem este pecado e de não o cometer mais.
   Depois do batismo o padre põe uma toalha branca sobre a criança e diz: "Recebe a veste branca e guarda-a sem mancha até o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo".
   Esta veste branca representa a graça santificante. Devemos guardá-la com cuidado até aparecermos diante do tribunal de Jesus. 
EXEMPLO
   Um dia Deus mostrou a Santa Catarina de Sena uma alma em estado de graça santificante. Santa Catarina admirou muito aquela sublime beleza e depois contou: "A beleza era tão admirável, que queria dar a minha vida, para assegurar a essa alma tão incomparável tesouro". 

A GRAÇA - II - GRAÇA ATUAL - 46ª LIÇÃO

- PARA A GENTE VIVER SEM PECADO BASTA CONFESSAR?
- NÃO, PARA VIVER SEM PECADO, A GENTE PRECISA DO AUXÍLIO DE DEUS, ISTO É, DA GRAÇA.

- E COMO A GENTE OBTÉM A GRAÇA?
- PARA OBTER A GRAÇA DE DEUS, É PRECISO REZAR, FAZER BOAS OBRAS, RECEBER OS SACRAMENTOS, PRINCIPALMENTE A COMUNHÃO. 

   A graça atual é um socorro divino para fazermos o bem e evitarmos o mal.
   Nós temos um inimigo, que nos quer tirar a nova vida da nossa alma, a graça santificante. É o demônio. O demônio é mais forte do que nós. Mas tenhamos coragem contra ele, confiados, não em nós, que somos fracos, mas sim na força de nosso Deus. Deus nos ajuda a fazer o bem e a não fazer o mal. A esse socorro, este auxílio de Deus, chamamos graça atual. Dizemos atual, porque esta graça nos ajuda a fazer bons atos, boas ações. Deus ajuda-nos a bem compreender e a bem querer.
   Pela graça atual, Deus nos ajuda a bem compreender. Quando estamos no catecismo ou na pregação, Deus está ajudando nossos pensamentos, para que entendamos bem. Por isso, os que desprezam muito a graça, não entendem mais as coisas da religião, nem as mais fáceis. Não compreendem, por exemplo, que há um Deus, que criou o mundo; não compreendem que quem casou só no civil vive em pecado mortal. Até não vêem mais seus próprios pecados. Têm muitos pecados, e imaginam que não têm pecado nenhum. "Se alguém diz que não tem pecado, engana-se a si mesmo e nele não há verdade", diz a Sagrada Escritura. São cegos, porque lhes falta a luz de cima, a graça. Não compreendem porque lhes falta a graça de Deus, que rejeitaram por sua culpa.


- COMO ALCANÇAMOS A GRAÇA?
- ALCANÇAMOS A GRAÇA PRINCIPALMENTE PELOS SACRAMENTOS E PELA ORAÇÃO.
  
   Deus dá a sua graça gratuitamente, como uma esmola. Por isso se chama "graça", porque é dada de graça. Mas Deus quer que peçamos esta esmola pela oração. Deus também quer que recebamos os sacramentos, para recebermos a graça por meio deles.
   Quem quer ser homem honesto precisa da graça de Deus. Há de usar dos meios, com que se ganha a graça. Há de pedir a graça e há de receber os sacramentos.
   Um passarinho não pode voar sem asas. Também não pode voar com uma asa só. Faltando ambas as asas, ou mesmo uma só, o passarinho cai, arrasta-se no pó, fica sujo, feio, até que morre. Assim também nós. Devemos rezar e receber os sacramentos. Com estas asas a nossa alma voa para o céu. Mas, faltando os sacramentos ou a oração, cai, suja-se, avilta-se, perde a vida sobrenatural.
   Há gente que diz que não tem pecado, mas nunca recebe a santa Comunhão. Mentem! A quem não quer receber os sacramentos, Deus não dá a sua graça e, sem a graça, ninguém fica limpo de pecado mortal. Alcançaremos a graça pelos sacramentos e pela oração.

EXEMPLO
   Jesus estava pregado na Cruz. Ao lado do Salvador, estavam crucificados dois ladrões. Eles toda a sua vida tinham cometido pecados mortais. Estavam no mato à beira do caminho, assaltavam e matavam os viajantes e roubavam-lhes o dinheiro. Enfim, a polícia romana apanhou-os e foram condenados à morte. Um deles ainda blasfemava contra Jesus dizendo. "Se tu és o Salvador, salva-te a ti mesmo e a nós". Mas o outro ladrão lhe respondeu: "Tu, que sofres o mesmo castigo, também, não temes a Deus? Nós sofremos com justiça e recebemos o castigo merecido por nossos pecados. Mas este nenhum mal fez". E virando-se para Jesus, o ladrão disse:"Senhor, lembrai-Vos de mim, quando chegardes ao vosso reino". E Jesus lhe disse: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
   No caso do bom ladrão, vemos um exemplo de graça atual. Deus deu a ele a graça de se converter, ao contemplar a paciência admirável de Jesus. Ele cooperou com a graça.
PELA ORAÇÃO ALCANÇAMOS TUDO!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O DECÁLOGO PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

Quadro catequético representando a promulgação
do Decálogo no monte Sinai
   Este quadro procura representar Moisés recebendo de Deus as duas tábuas de pedra nas quais Deus escrevera os dez mandamentos ou Decálogo. Assim descreve o livro do Êxodo XIX, 16-25: "Já tinha chegado o terceiro dia, e raiava a manhã, e eis que começaram a ouvir-se trovões, a fuzilar relâmpagos, e uma nuvem muito espessa cobriu o monte, e o som duma trombeta atroava muito forte; e o povo que estava no acampamento atemorizou-se. Quando Moisés os conduziu fora do acampamento (para irem) ao encontro de Deus, pararam nas faldas do monte. Todo o monte sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio do fogo, e dele, como duma fornalha, se elevava fumo, e todo o monte causava terror. O som da trombeta ia aumentando pouco a pouco, e se espalhava mais ao longe. Moisés falava, e Deus respondia-lhe. O Senhor, pois, desceu sobre o Monte Sinai, no cimo mesmo do monte e chamou Moisés ao mais alto dele. E, tendo lá subido, (o Senhor) disse-lhe: Desce e notifica ao povo, não suceda que, para ver o Senhor, queira passar os limites, e pereça um grande número deles. Os sacerdotes também que se aproximam do Senhor, santifiquem-se para que ele não os fira (de morte)(...) O Senhor disse-lhe: Vai, desce, e (em seguida) subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não ultrapassem os limites, nem subam para o Senhor, não suceda que ele os mate. Moisés desceu ao povo, e referiu-lhes tudo". 
   Como já vimos no post anterior, Deus pronunciou todas as palavras do Decálogo. E todo o povo ouvia os trovões e o som da trombeta, e via os relâmpagos e o monte fumegando. Todo povo ficou aterrorizado e abalado pedindo que Deus não lhes falasse porque achava que todos iriam morrer. 
   Deus quis todo este terrível aparato para inspirar a seu povo um temor salutar que o levasse a observar sua Lei. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Algo sobre a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

      É muito evidente a inspiração marxista desta nova teologia. Foi formulada mais explicitamente pelo padre dominicano Gustavo Gutiérrez, mundialmente conhecido como grande amigo do atual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, D. Müller. A Teologia da Libertação recebeu com certeza, um alento especial na Conferência do Episcopado latino-americano em Medelim (1968). O Padre Battista Mondin (colaborador de "L'Osservatore Romano") afirmou: "O primeiro impulso para a elaboração de uma teologia da libertação foi dado pela célebre conferência do episcopado latino-americano realizada em Medelim em 1968. Naquela circunstância a Igreja da América do Sul lançou as bases da Teologia da Libertação" (Conf. "Os Teólogos da libertação", da Edições Paulinas, S. P. 1980, p. 30). Nesta mesma obra e lugar, na nota 9, o Pe. Mondin cita Raul Vidales, na revista "Concilium", nº 4, 1974, p. 154: "Foi no encontro do CELAM, em Medelim (1968) que a Teologia da Libertação adquiriu o seu direito de cidadania. Se não é possível afirmar que nasceu naquela ocasião, devemos todavia notar que esta circunstância marcou sua acolhida oficial e deu o impulso ao futuro movimento e trabalho teológico na prospectiva da libertação... É, pois, a partir de Medelim que o empenho, a reflexão teológica e a mesma produção literária sobre o tema da libertação não só se tornam explícitas como também se intensificam". 

    Encontro pessoas que se deixam enganar sobre esta funesta propaganda, ouvindo de seus corifeus ou inocentes úteis, que a Teologia da Libertação apenas se preocupa em ajudar os pobres. É perfeitamente ortodoxa. Algo semelhante propala a Maçonaria e muitos se deixam iludir. Mas um católico sabe muito bem, que, em se tratando de fé, o Sumo Pontífice é infalível. Assim sendo, não só para conhecermos bem o pensamento dos teólogos da libertação mas também para os rejeitarmos como heterodoxos, basta ouvirmos os Sumos Pontífices. 
    O Santo Padre, o Papa João Paulo II: Em sua alocução em Puebla condenou aberta e energicamente esta nova teologia. Eis um trecho: "Circulam hoje em muitos lugares - o fenômeno não é novo - 'releituras' do Evangelho, resultado de especulações teóricas mais do que autêntica meditação da palavra de Deus e de um verdadeiro compromisso evangélico. Elas causam confusão aos se apartarem dos critérios centrais da Fé da Igreja, caindo-se ademais na temeridade de comunicá-las, à maneira de catequese, às comunidades cristãs.
   Em alguns casos, ou se silencia a divindade de Cristo, ou se incorre de fato em formas de interpretação conflitantes com a Fé da Igreja. Cristo seria apenas um 'profeta', um anunciador do Reino e do amor de Deus, porém não o verdadeiro Filho de Deus, nem seria portanto o centro e o objeto da própria mensagem evangélica.
    Em outros casos se pretende mostrar a Jesus como comprometido politicamente, como um lutador contra a dominação romana e contra os poderes e, inclusive, como implicado na luta de classes. Esta concepção de Cristo como político, revolucionário, como o subversivo de Nazaré, não se compagina com a catequese da Igreja. Confundindo o pretexto insidioso dos acusadores de Jesus com a atitude de Jesus mesmo - bem diversa - se aduz como causa de sua morte o desenlace de um conflito político e se silencia a vontade de entrega do Senhor, e ainda a consciência de sua missão redentora" (Insegnamenti di Giovanni II, Libreria Editrice Vaticana, vol. II, 1979, pp. 192-193). Lemos neste mesmo documento à página 197, o seguinte: "Percebe-se, diz João Paulo II, às vezes, certo mal-estar relacionado com a própria interpretação da natureza e da missão da Igreja. Alude-se, por exemplo, à separação que alguns estabelecem entre Igreja e Reino de Deus. Este, esvaziado de seu conteúdo total, é entendido em sentido mais bem secularista: não se chegaria ao Reino pela Fé e pela pertença à Igreja, mas pela simples mudança estrutural e pelo compromisso sócio-político. Onde há um certo tipo de compromisso e de práxis pela justiça, ali estaria já presente o Reino. Esquece-se, deste modo, que 'a Igreja... recebe a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus, e instaurá-lo em todos os povos, e constitui na terra o germe e o princípio desse Reino' (Lumen Gentium, nº 5). 

   Sabemos que em Puebla como em Medelim estavam presentes muitos teólogos da libertação. O Papa falou tão claramente que talvez achou supérfluo dar nome aos bois. Mas, se naquela conjuntura, o Sumo Pontífice dissesse que ali estavam hereges que negavam a fé da Santa Igreja, deturpadores da missão Redentora do Homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, certamente Gutiérrez, Assmann, D. Hélder Câmara e companhia teriam dito: "Somos nós, porventura, senhor?". Na verdade, saíram dali para continuar a obra de traição a Jesus Cristo, e, em que pese a advertência clara e enérgica do Santo Padre João Paulo II, a Teologia da Libertação continua fazendo seus estragos. 

   Frei Beto, certa vez, indagou ao Presidente da CNBB na época, D. Ivo Lorscheiter, se o Papa João Paulo II havia realmente condenado a Teologia da Libertação. Com muita ênfase, respondeu o Presidente da CNBB: "De jeito nenhum. O Papa apenas chamou a atenção para o risco de alguns abusos. A Teologia da Libertação já foi incorporada à doutrina oficial da Igreja, através do Evangelii Nuntiandi, onde Paulo VI, sem negá-la, também adverte sobre alguns exageros que podem ser cometidos em seu nome".  Não se vê nenhuma lógica, nesta conclusão de D. Ivo, mas, na verdade, a Teologia da Libertação, continua em plena atividade e, aí sim, com aprovação da CNBB. Para isto basta compulsar documentos da mesma. 

   Para mais nos compenetrarmos  da perversidade desta teologia, ouçamos alguns dos seus corifeus:
   Frei Leonardo Boff: "A opção política, ética e evangélica prévia em favor dos pobres contra a sua pobreza ajuda a escolher aquele instrumental que faça justiça aos reclamos de dignidade por parte dos explorados. Neste momento de racionalidade e objetividade, o teólogo pode se utilizar do aporte de teoria marxista da história... O que propomos não é teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da teologia" (Marxismo na Teologia, Jornal do Brasil, 6-4-80).

   Luiz Alberto Gomes de Souza: "Para a teologia da libertação não existe, atualmente, outra reflexão teórica melhor que o marxismo, que está inserido na práxis da realidade" (Secretariado General del CELAM, Bogotá, 1977, p. 276). 

    Padre Gustavo Gutiérrez (grande amigo de D. Müller): "O homem latino-americano ao tomar parte em sua própria libertação,... na luta revolucionária liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante que tende à conservação da ordem". (Teologia da Libertação, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 67). 

    Padre Alfonso Garcia Rubio: "O que espera a Teologia da Libertação da Hierarquia eclesiástica? Que se dessolidarize efetivamente do sistema imperante, e que admita, de fato, no seu interior, opções claramente revolucionárias... Na grande maioria dos países latino-americanos... significa normalmente a opção política de esquerda, uma opção contra o sistema dominante, considerado como opressor e anti-humano" (Teologia da Libertação: Política ou Profetismo?, Edições Loiola, São Paulo, 1977, p. 31).

   Padre Gustavo Gutiérrez: "No encontro com os homens dá-se nosso encontro com o Senhor... É conhecida esta poesia de León Felipe, da qual muito gostava 'Che' Guevara... 'Amo-te, Cristo/ ... Tu nos ensinaste que o homem é Deus... / Um pobre Deus crucificado como tu / e aquele que está à tua esquerda no Gólgota / o mau ladrão / também é Deus! (Teologia da Libertação, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 171).

   Caríssimos e amados leitores, eu poderia fazer muitas outras citações, mas, creio que bastam estas, principalmente, esta última, que constitui uma pancada matando dois coelhos. Só numa crise sem precedentes na Igreja como o é a atual, poder-se-ia acreditar que um Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fosse amigo particular do autor desta última citação. Uma mente verdadeiramente católica recusar-se-ia aceitar tal possibilidade mesmo num sonho em sono profundo!!! Seria um pesadelo tão terrível que impediria conciliar novamente o sono. Mas, infelizmente, é a triste realidade. Rezemos!