SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

EIS O QUE SE DEVERIA DIZER HOJE

   Extraído da Encíclica "Inscrutabili Dei Consilio" de Leão XIII.

   "Bem claro e evidente é, Veneráveis Irmãos, que à causa da civilização faltam fundamentos sólidos se ela não se apoia nos princípios eternos da verdade e nas leis imutáveis do direito e da justiça, se um amor sincero não une entre si as vontades dos homens e não regula felizmente a distinção e os motivos dos seus deveres mútuos. Ora, quem ousaria negá-lo? Não foi a Igreja quem, pregando o Evangelho entre as nações, fez brilhar a luz da verdade no meio dos povos selvagens e imbuídos de superstições vergonhosas, e quem os reconduziu ao conhecimento da divino Autor de todas as coisas e ao respeito de si mesmos? Não foi a Igreja quem, fazendo desaparecer a calamidade da escravidão, revocou os homens à dignidade da sua nobilíssima natureza? Não foi ela quem, desfraldando sobre todas as plagas da terra o estandarte da Redenção, atraindo a si as ciências e as artes ou cobrindo-as com a sua proteção, por suas excelentes instituições de caridade, onde todas as misérias acham alívio, por suas fundações e pelos depósitos cuja guarda aceitou, em toda parte civilizou nos seus costumes privados e públicos o gênero humano, reergueu-o da sua miséria e formou-o, com toda sorte de desvelos, para um gênero de vida conforme à dignidade e à esperança humana? E agora, se um homem de espírito são comparar a época em que vivemos, tão hostil à Religião e à Igreja de Jesus Cristo, com aqueles tempos tão felizes em que a Igreja era honrada pelos povos como uma Mãe, convencer-se-á inteiramente de que a nossa época cheia de perturbações e destruições se precipita direitinho e rapidamente para a sua perda, e que aqueles tempos foram tanto mais florescentes em excelentes instituições, em tranquilidade da vida, em riqueza e em prosperidade, quanto mais submissos ao governo da Igreja e quanto mais observantes das suas leis se mostraram os povos. E, se os bens numerosos que acabamos de relembrar e que deveram o seu nascimento ao ministério da Igreja e à sua influência salutar, são verdadeiramente obras e glórias da civilização humana, muitíssimo longe está, pois, que a Igreja de Jesus Cristo abomine a civilização e a repila, visto ser a si, pelo contrário, que ela crê caber inteiramente a honra de lhe haver sido a nutriz, a mestra e a mãe. 

   Bem mais: essa espécie de civilização que, ao contrário, repugna às santas doutrinas e às leis da Igreja, não passa de uma falsa civilização, e deve ser considerada como um vão nome sem realidade. É esta uma verdade de que nos fornecem prova manifesta esses povos que não viram brilhar a luz do Evangelho; na vida deles podem-se ter vislumbrado algumas falsas aparências de educação mais cultivada, porém os verdadeiros e sólidos bens da civilização não prosperaram neles". 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Meios concedidos ao homem para alcançar o seu fim

   Meios naturais e meios sobrenaturais.

   1- Meios naturais: 

   a) Como podem as criaturas conduzir-nos ao nosso fim. 


   Como já vimos, este fim não é outro senão conhecer, amar e servir a Deus na vida presente, para O possuir por toda a eternidade. As criaturas são como degraus de uma escada que nos leva até Deus. Devemos usar das criaturas tanto quanto elas nos fazem subir até o Nosso Pai do Céu. Assim elas fazem-nos conhecer a Deus, revelando-nos alguma coisa das suas infinitas perfeições. Levam-nos a amá-Lo, descobrindo-nos os prodígios da sua bondade, que nos presta todos os serviços que recebemos das criaturas. Ensinam-nos a servi-Lo, com o exemplo que nos dão. Conduzem-nos à felicidade de possui-Lo, ajudando-nos a praticar as virtudes de que Ele será a recompensa. 

   b) Que uso devemos fazer das criaturas, para que elas nos ajudem a alcançar o nosso fim. 

   Tratando-se das criaturas de que não podemos prescindir, limitemo-nos ao necessário, e recebamo-lo com agradecimento. Estas são, por exemplo: comida, vestuário, habitação, descanso. Devemos por amor a Deus sacrificar tudo o que for supérfluo. Tratando-se daquelas, cujo uso se deixa ao nosso livre arbítrio, ponhamo-nos em completa indiferença. Minha vontade é a vontade de meu Pai do Céu. Ele sabe o que é melhor para mim. Por exemplo, saúde ou doença, pobreza ou riqueza, vida longa ou vida breve etc. Deus vai me dar o que for mais apropriado para me levar para o céu. É claro que temos que trabalhar, é claro que temos que cuidar da saúde. Mas, se apesar disto Deus dispuser o contrário, seja feita sua santíssima vontade. Não penso mais numa coisa que na outra, fico indiferente, porque quero o que meu Pai do Céu mandar. Portanto, buscar Deus em tudo, e não me prender senão somente a Deus. O mundo de hoje não compreende estas coisas, mas os primeiros cristãos viviam exatamente assim como Jesus ensinou. 

   2- Meios sobrenaturais. 

   a) Deus concede-nos as suas graças. 

   São todos os auxílios que nos são dados pelos merecimentos de Jesus Cristo, para nos facilitar a santificação e a salvação: graças exteriores, graças interiores. Se fôssemos dóceis a todas as graças de Deus com certeza seríamos santos. Assim devemos ter grande arrependimento. Pode alguém ser infiel à graça e não tremer, vendo este precioso dom passar de Heli a Samuel, de Saul a Davi, de Judas a São Matias? Meu Pai não sou digno de ser recebido novamente como vosso filho por causa de minhas infidelidades, mas recebei-me ainda pois vós mesmo dissestes que "lembrais da vossa misericórdia, ainda quando estais irado (Habac. III, 9). Agora, Senhor, quero ouvir-Vos sempre com o coração dócil. 

   b) Deus dá-se a Si mesmo.

    Deus, que é nosso Pai, nosso fim, quis ser, também, o nosso meio. Oh! inefável misericórdia! O Eterno Pai diz-me: Toma o meu Filho, dou-to; oferece-mo em teu lugar. Para isto ele morreu na Cruz e todos os dias renova sua imolação na Santa Missa. Assim o Filho diz-me: Toma-me, e oferece-me por ti a meu Pai; satisfarás, assim, pelo que lhe deves". Ó meu Jesus, agora compreendo porque São Paulo diz que quem não Vos amar, seja anátema!"

   Com a graça de Deus, quero fazer um propósito firme de ouvir, com atenção, e de seguir fielmente, as inspirações da graça; quero me unir, muitas vezes, a Jesus Cristo, à sua intenção, à sua ação. 

   Resumiremos tudo comentando brevemente as palavras de São Paulo na sua Primeira Epístola aos Coríntios III, 22 e 23: "Porque todas as coisas são vossas: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo criado, a vida, a morte, as coisas presentes, as futuras; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus."

   a) Tudo é meu.

   A Igreja, os seus ministros, os seus sacramentos, todos os meios de santificação de que dispõe, não me pertencem menos, na qualidade de cristão, do que a luz e o orvalho do céu, na qualidade de homem. - Se a Igreja é minha, e o mundo criado é da Igreja, o mundo e todas as criaturas pertencem-me; e quantos auxílios elas me oferecem! - A vida e a morte são minhas. Que ditosa realeza! A morte é tão minha, que, vivendo na graça de Deus, ela abrir-me-á o Céu. 

   b) Sou de Jesus Cristo.

   Pertenço-Lhe, como preço da sua paixão e morte. Jesus, pagando o meu resgate, quis ter mais uma inteligência para contemplar a seu Eterno Pai, mais uma vontade para Lhe submeter, mais um coração para O amar. Senhor meu Jesus Cristo, que consolador pensamento saber que sou vosso! Jesus, perdoai-me por tantas vezes ter agido como se tudo fosse para mim, para meu gozo. Agora, quero não gozar, mas usar de tudo segundo vossa santíssima vontade, porque eu mesmo sou vosso!


EXEMPLO

      Era o IV século. Em Roma, vivia uma senhora muito santa. Já era viúva e só tinha um filho, então, com 12 anos. Amava-o com toda seu coração. Na verdade, quão bondoso, quão amável e obediente era aquele menino! Sobretudo, muito piedoso! 

   Pois bem! Era uma tarde, já quase noite. Aquela santa senhora estava rezando no seu quarto. Pedia a Deus por seu filho... para que fosse sempre bom, para que não se extraviasse, como tantos outros meninos que até aos doze anos são anjos e depois aos quinze já começam a ser maus. 

  Eis que de repente alguém abriu violentamente a porta da casa e a mãe ouve a voz angustiosa e ofegante do menino que grita: -Mamãe, mamãe!

   A mãe saltou de seu genuflexório e correu ao encontro de seu filho e, abraçando-o perguntou-lhe tremendo de emoção: Que aconteceu, meu filho, querido de minha alma? - Mamãe, respondeu o menino com a voz intercortada pelo cansaço porque veio correndo: mamãe, agora mesmo, quando saía do colégio, o filho do governador, que é pagão e muito bruto, perguntou-me se eu era cristão.

   - E tu, meu filho, que lhe respondeste?

   - Mamãe, eu respondi que sim, pela graça de Deus; como a senhora me ensinou.

   - Muito bem, meu filho; assim deves responder sempre. Mas, então, que fez ele?

   - Mamãe, como ele é pagão, me deu um forte soco no rosto. 

   A mãe sentiu em sua face o bofetão que sofreu seu filho querido. Mas conteve sua emoção e suas lágrimas, e, querendo saber até onde chegava a virtude daquele filho tão bom, perguntou-lhe: 

   - E então, meu filho que fizeste? 

   - Mamãe, fiz como Jesus fez, como a senhora me ensinou, perdoei do fundo do coração por amor de Deus. Mamãe, eles não sabem o que estão fazendo!

   - A mãe chorava de felicidade. Sentia-se feliz de ser mãe de um filho como aquele, que não só aprendeu o catecismo, mas também o pôs em prática. 

   Era uma família nobre e naqueles tempos, os filhos de nobres levavam ao pescoço até a idade viril, pendente de uma corrente de ouro, uma bolinha também de ouro (Como vemos na imagem de Nossa Senhora de Fátima). Aquele menino, sendo rico e de família nobre, trazia-os ao pescoço. Sua mãe tirou-lha e lhe disse: 

   - Meu filho, já não és menino. Pois agiste como homem. Por isso, meu filho, levarás agora ao pescoço um outro adorno que vale mais que todo ouro do mundo.

   A mãe, então, tirou do próprio pescoço uma corrente na qual pendia uma bolinha de cristal. E dentro se via uma esponja. A mãe disse-lhe:

   - Meu filho, estás vendo esta esponja, que está dentro desta bolinha de cristal? Está está vermelha, um pouco escura, quase marrom... isto porque está impregnada de sangue coagulado e seco. Meu filho, é sangue de teu pai! Por ser cristão, por confessar a Jesus Cristo, foi condenado a ser arrojado às feras. E no anfiteatro foi despedaçado por um leão. Quando a fera foi recolhida pelos domadores e gladiadores, corri até ao local e ainda pude embeber esta esponja em alguma poça de sangue. Olha bem, meu filho, é sangue de teu pai!  Eu o trouxe até ao presente sobre o coração. Meu filho. agora, você vai levar esta relíquia sobre teu coração. Mas antes responderás a três perguntas: Saberás viver como cristão? Saberás sofrer como cristão? Saberás morrer como cristão?

   E o menino contemplava a sua mãe sereno e imóvel como um mártir, e disse-lhe:

   - Mamãe, pela graça de Deus, e não por minhas forças, farei como o papai fez: viverei como cristão. sofrerei como cristão e morrerei como cristão, e, se for da vontade de Deus morrerei como meu pai, por amor de Jesus Cristo que deu sua vida por mim. 

   A mãe beijou aquela esponja, beijou o filho querido e chorando de emoção colocou a relíquia no pescoço do filho que tinha então doze anos. 

   E aquele angélico menino cumpriu sua palavra: viveu como cristão, sofreu como cristão e, por fim, morreu como cristão, morreu pela sua fé, e por amor de Jesus Cristo. Também foi lançado às feras  e devorado. Tinha 14 anos de idade e é o grande Santo que hoje veneramos nos altares: São Pancrácio. Quando estive em Roma pude ver deste santo, um pedaço de osso poupado pelas feras e recolhido como preciosa relíquia pelos cristãos.